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Hipnose clínica: 7 mitos e verdades

Perde-se o controle? Funciona com todo mundo? O que é a hipnose clínica (hipnoterapia), o que as pesquisas dizem e como ela entra na psicoterapia.

Muita gente chega ao consultório com uma imagem da hipnose tirada da televisão: alguém no palco, fazendo coisas estranhas na frente da plateia. Dá para entender o receio. Só que a hipnose clínica, também chamada de hipnoterapia, é outra coisa, e no Brasil o Conselho Federal de Psicologia a reconhece como recurso auxiliar do psicólogo desde 2000. Separei aqui as dúvidas que mais escuto.

Mito 1: “Na hipnose a pessoa perde o controle”

Não perde. A Associação Americana de Psicologia descreve a hipnose como um estado de atenção focada, com menor percepção do que acontece em volta. Não é sono nem desmaio. Você percebe o que está acontecendo, pode interromper quando quiser e não faz nada contra os seus valores.

Mito 2: “Hipnose clínica é igual à de palco”

A de palco existe para entreter a plateia. A clínica acontece dentro da psicoterapia, com objetivos combinados, sigilo e as regras do Código de Ética. A resolução do CFP, aliás, proíbe o psicólogo de usar a hipnose como demonstração.

Mito 3: “Só funciona com gente fraca ou influenciável”

Responder à hipnose não é sinal de fraqueza. Essa capacidade varia de pessoa para pessoa e, segundo um estudo que reavaliou os mesmos participantes depois de 25 anos, tende a se manter estável ao longo da vida. Por isso a avaliação inicial importa: para algumas pessoas, outras técnicas da psicoterapia funcionam melhor.

Mito 4: “A hipnose resolve tudo em uma sessão”

Desconfie de qualquer hipnoterapeuta que prometa cura rápida ou percentual de sucesso. A hipnose é um recurso auxiliar, usado dentro de um processo de terapia. Quanto tempo leva depende da pessoa, do que ela está vivendo e da frequência das sessões. Ninguém pode garantir prazo nem resultado.

Verdade 5: a hipnose é reconhecida pelo CFP

A Resolução CFP nº 13/2000 diz que a hipnose pode ser usada como recurso auxiliar do trabalho do psicólogo, quando necessária, desde que o profissional comprove capacitação adequada. A mesma resolução proíbe usá-la como demonstração ou de forma sensacionalista.

Verdade 6: a hipnoterapia tem apoio da pesquisa, principalmente na ansiedade

A hipnose é estudada há décadas. Uma revisão de 18 estudos, de 1995, comparou a terapia cognitivo-comportamental feita com e sem hipnose, e o grupo com hipnose teve resultados melhores. Em 2019, uma revisão de 15 estudos sobre ansiedade encontrou efeito parecido e mostrou que a hipnose rende mais quando combinada a outras técnicas.

Dentro da terapia, ela também pode apoiar o trabalho com medos, autoestima, estresse e sono, sempre avaliado caso a caso e sem substituir o acompanhamento médico.

Verdade 7: também pode ser feita on-line

Com um lugar reservado e uma boa conexão, as sessões acontecem por videochamada, seguindo a Resolução CFP nº 11/2018. Situações de urgência ficam de fora e precisam de atendimento presencial.

Como é na prática

Antes de qualquer técnica, conversamos sobre a sua história e sobre o que você quer trabalhar. Se a hipnoterapia fizer sentido, explico cada etapa e só seguimos com o seu acordo. No fim, falamos sobre a experiência e, quando é indicado, você aprende um exercício de auto-hipnose para praticar em casa.

Quer entender melhor? Veja como funciona a hipnoterapia no consultório em São Paulo e no atendimento on-line.

Referências

Texto revisado por Vanessa Bergamo, psicóloga, CRP 06/175958 · atualizado em .

Como chegar

Consultório no Jardim Popular, Zona Leste de São Paulo

  • EndereçoR. Copo de Leite, 22 - Sala 2
    Jardim Popular, São Paulo - SP, 03670-050
  • HorárioSeg. a sex. 8h30–20h · Sáb. 8h30–12h30

Prefere não se deslocar? O atendimento também é on-line.