Você descansa no fim de semana e na segunda já acorda cansado. Perde a paciência por qualquer coisa, sente que nada do que faz é suficiente e começa a ter raiva de um trabalho de que antes gostava. Isso tem nome, e não é frescura.
O que é burnout
Na CID-11, a Organização Mundial da Saúde descreve o burnout como resultado do estresse crônico no trabalho que não foi bem administrado. Ele não está na lista de doenças mentais, mas entre os fatores ligados ao trabalho, e isso não diminui o sofrimento que provoca.
Os três sinais principais
- Esgotamento. Uma falta de energia que não passa com descanso.
- Distância do trabalho. Desânimo, irritação ou cinismo com o que você faz.
- Sensação de ineficácia. A impressão de que nada do que você faz dá resultado.
O corpo costuma acompanhar: sono ruim, dor de cabeça, tensão muscular, mais gripes. Por isso vale também uma avaliação médica.
Estresse ou burnout?
O estresse aparece em fases e vai embora quando a pressão diminui. O burnout se instala: mesmo nas férias, a energia não volta e a ideia de retornar ao trabalho pesa. Pela definição da OMS, o termo vale para o trabalho, mas o esgotamento de outras áreas, como cuidar de um familiar, também merece atenção.
O que fazer
- Converse com um médico sobre os sintomas no corpo e sobre a necessidade de afastamento.
- Observe o que mais drena a sua energia e o que ainda te faz bem.
- Tente proteger alguns momentos sem trabalho, mesmo curtos.
- Procure terapia antes de chegar ao limite.
Na terapia, trabalhamos limites, cobranças e prioridades, e o espaço para descanso e para o que importa fora do trabalho. Exercícios de relaxamento e de auto-hipnose podem ajudar a desacelerar, como parte desse processo.
Saiba mais sobre a terapia para estresse e burnout em São Paulo, presencial na Zona Leste ou on-line.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. CID-11, QD85: burnout.
- Conselho Federal de Psicologia. Resolução CFP nº 13/2000.
Texto revisado por Vanessa Bergamo, psicóloga, CRP 06/175958 · atualizado em .